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| Receita vê brecha legal para opção da Petrobras | Diário Comércio eIndústria |
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A imprensa e o direito de 'editar' as matérias
Quando a Petrobras criou um blog para responder as perguntas enviadas pela imprensa, divulgando-as na íntegra, foi um Deus-nos-acuda. Os grandes 'produtores' de notícias, incluindo aqui o PiG do Paulo Henrique Amorim deram pulos de raiva, reivindicando seu 'direito de edição' e acusando a Petrobras de quebrar o sigilo na relação entrevistador-entrevistado.
Pois bem, saiu recentemente no blog da Petrobras um resultado favorável dentro da CPI que apura possíveis irregularidades, justamente em uma das questões que embasaram a abertura da Comissão, a forma de cálculo dos tributos. Sem entrar no mérito, segue uma lista com as manchetes dos principais veículos de imprensa do país. Leiam e avaliem o que o PiG (Globo, Folha, Estadão, G1, etc) contegue fazer para contar, de formas diferentes, a mesma história.
Retirado do blog da Petrobras:
E tem gente que lê, acredita, compra e até assina esses jornais. Vai entender...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Como contar a História
Dizem que a História é escrita pelos vencedores, mas enquanto a guerra ainda não terminou, é possível manipular a opinião pública, de forma a fazer o povo pensar de acordo com uma espécie de cartilha. É assim que uma parte considerável da mídia brasileira costuma agir, por isso temos que ficar atentos às entrelinhas.
Abaixo segue o texto publicado na CartaCapital N° 528, assinada por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa, e que é um belo exercício interpretativo ao que se publica por aí, usando como pano de fundo o conflito palestino-israelense. É longo mas vale a pena:
História ao gosto do freguês
Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa, para CartaCapital
Apoiar incondicionalmente as ações israelenses nunca pareceu tão tolo. No caso do jornalista português João Pereira Coutinho, em sua coluna na Folha de S.Paulo de 6 de janeiro, chegou-se aos mais profundos abismos da estupidez. Propôs um exercício de história alternativa, no qual o Brasil foi atacado em 1967 por três potências latino-americanas (sic), uma delas o Uruguai (!), que acaba ocupado. Em 2005, o Brasil se retira do Uruguai, como “primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos, o Brasil e o Uruguai” (sic), mas o Rio Grande do Sul é bombardeado por terroristas uruguaios, apoiados por uma Argentina “liderada por um genocida que deseja ter capacidade nuclear para riscar o Brasil do mapa”. O Brasil então invade o Uruguai “para terminar, de uma vez por todas, com a agressão de que é vítima”.
Difícil imaginar recurso mais patético do que tentar mobilizar o chauvinismo dos brasileiros convidando-os a se imaginarem ameaçados pelo Uruguai e pela Argentina – mesmo que, além disso, essa ficção não falsificasse radicalmente a história e o contexto do conflito. Experimentemos tornar a analogia um pouco mais completa e assumir o ponto de vista do outro lado, por mais que isso possa soar politicamente incorreto.
Suponhamos que na Segunda Guerra Mundial não houvesse ocorrido o Holocausto, mas acabasse em completa destruição, desindustrialização e desmembramento completo da Alemanha (como chegou a propor o chamado plano Morgenthau, em 1944) e que sua consequência fosse o êxodo de milhões de alemães da Europa, impelidos pela destruição de sua indústria a se estabelecerem em outras partes do mundo.
O Brasil, no qual já havia uma importante colônia alemã e que acontecia ter sido ocupado pelos britânicos em uma guerra anterior, é seu destino preferencial. As nações ocidentais penitenciam-se da culpa pelo sofrimento dos refugiados alemães inocentes aprovando um plano para dividir o país entre nativos e imigrantes. Desafiados pelos nativos, em 1948 os imigrantes alemães e os descendentes de alemães que já viviam no Brasil se apoderam de três quartos do País e o transformam em um Estado de Teutônia, ao qual germano-descendentes de todo o mundo são convidados a imigrar, criar “um posto avançado da civilização” e “fazer florescer o sertão”.
Uma minoria de brasileiros permanece em Teutônia como cidadãos de segunda classe. A grande maioria é obrigada a implorar asilo na Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela, ou se aglomerar em campos de refugiados no Rio de Janeiro e Nordeste, que se unem a outras nações latino-americanas. Estas, em 1967, desafiam a Teutônia e são derrotadas, o que resulta na ocupação total do que restava do território brasileiro.
A Teutônia continua a receber imigrantes e incentiva seu estabelecimento nos territórios recém-ocupados, distribuindo essas terras aos recém-chegados. Mas alguns brasileiros reagem à ocupação formando organizações de resistência que cometem atentados contra o governo e civis teutônicos. Algumas dessas organizações exigem a expulsão dos invasores e a restituição total do antigo território do Brasil, outras, conformam-se em aceitar um Estado brasileiro dentro dos limites de 1967 – Estado do Rio e Nordeste.
Os teutônicos não dão mostras de levar a sério essa possibilidade, apesar das pressões internacionais, até que o custo excessivo do conflito e da ocupação leva seu governo a decidir se retirar do Rio de Janeiro, imensa favela de 30 milhões de refugiados, e de municípios áridos, esparsos e superpovoados do interior do Nordeste, cercados de muralhas, postos de vigilância e prósperas fazendas teutônicas.
Apesar da resistência militante de alguns milhares de teutônicos que haviam recebido terras perto de Nova Friburgo, a retirada é efetivada e a administração desses guetos entregue a uma “autoridade brasileira” gerenciada por um partido corrupto e ineficaz, que continua a reivindicar inutilmente a independência dentro dos limites de 1967. Sua sede é um bolsão isolado em torno de Juazeiro do Norte, cercado de tropas teutônicas.
Algum tempo depois, a maioria dos refugiados elege para a autoridade uma facção radical da resistência, como a única capaz de impor alguma ordem e trazer alguma esperança e dignidade, principalmente no inferno no qual se transformou o antigo Estado do Rio. Seus territórios são impedidos de receber recursos e se comunicar com o mundo exterior, seu governo é sistematicamente sabotado e depois dissolvido pelo presidente títere, cuja guarda reprime violentamente a facção radical nos guetos nordestinos. A “autoridade brasileira” não consegue, porém, recuperar o controle do Rio de Janeiro, onde seus partidários são facilmente derrotados pela facção radical. Seus militantes, em protesto contra o bloqueio continuado de seu território, lançam pequenos foguetes que ocasionalmente atingem alvos aleatórios nas cidades “teutônicas” de Neubonn (Juiz de Fora) e Neuköln (Taubaté). Teutônia reage com bombardeios que matam e mutilam dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças e com uma invasão maciça do Rio de Janeiro.
Ah, sim, e os militantes têm a simpatia do governo populista do México, que opera centrais nucleares, pesquisa o enriquecimento de urânio e cujo presidente, dado a bravatas, diz um dia que “o regime que ocupa São Paulo precisa desaparecer das páginas do tempo” – o que a mídia teutônica traduz como “riscar Teutônia do mapa”.
Absurdo? Ridículo? Sem dúvida. Mas algo menos que a versão do senhor Coutinho. Fantasia por fantasia, esta se parece mais com o que se passou e continua a se passar no Oriente Médio.
Mas o fato é que história no condicional, seja qual for seu potencial retórico e literário, não tem valor científico, jurídico ou político. Convenhamos em deixar os absurdos retóricos de lado e analisar o mundo real.
Abaixo segue o texto publicado na CartaCapital N° 528, assinada por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa, e que é um belo exercício interpretativo ao que se publica por aí, usando como pano de fundo o conflito palestino-israelense. É longo mas vale a pena:
História ao gosto do freguês
Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa, para CartaCapital
Apoiar incondicionalmente as ações israelenses nunca pareceu tão tolo. No caso do jornalista português João Pereira Coutinho, em sua coluna na Folha de S.Paulo de 6 de janeiro, chegou-se aos mais profundos abismos da estupidez. Propôs um exercício de história alternativa, no qual o Brasil foi atacado em 1967 por três potências latino-americanas (sic), uma delas o Uruguai (!), que acaba ocupado. Em 2005, o Brasil se retira do Uruguai, como “primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos, o Brasil e o Uruguai” (sic), mas o Rio Grande do Sul é bombardeado por terroristas uruguaios, apoiados por uma Argentina “liderada por um genocida que deseja ter capacidade nuclear para riscar o Brasil do mapa”. O Brasil então invade o Uruguai “para terminar, de uma vez por todas, com a agressão de que é vítima”.
Difícil imaginar recurso mais patético do que tentar mobilizar o chauvinismo dos brasileiros convidando-os a se imaginarem ameaçados pelo Uruguai e pela Argentina – mesmo que, além disso, essa ficção não falsificasse radicalmente a história e o contexto do conflito. Experimentemos tornar a analogia um pouco mais completa e assumir o ponto de vista do outro lado, por mais que isso possa soar politicamente incorreto.
Suponhamos que na Segunda Guerra Mundial não houvesse ocorrido o Holocausto, mas acabasse em completa destruição, desindustrialização e desmembramento completo da Alemanha (como chegou a propor o chamado plano Morgenthau, em 1944) e que sua consequência fosse o êxodo de milhões de alemães da Europa, impelidos pela destruição de sua indústria a se estabelecerem em outras partes do mundo.
O Brasil, no qual já havia uma importante colônia alemã e que acontecia ter sido ocupado pelos britânicos em uma guerra anterior, é seu destino preferencial. As nações ocidentais penitenciam-se da culpa pelo sofrimento dos refugiados alemães inocentes aprovando um plano para dividir o país entre nativos e imigrantes. Desafiados pelos nativos, em 1948 os imigrantes alemães e os descendentes de alemães que já viviam no Brasil se apoderam de três quartos do País e o transformam em um Estado de Teutônia, ao qual germano-descendentes de todo o mundo são convidados a imigrar, criar “um posto avançado da civilização” e “fazer florescer o sertão”.
Uma minoria de brasileiros permanece em Teutônia como cidadãos de segunda classe. A grande maioria é obrigada a implorar asilo na Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela, ou se aglomerar em campos de refugiados no Rio de Janeiro e Nordeste, que se unem a outras nações latino-americanas. Estas, em 1967, desafiam a Teutônia e são derrotadas, o que resulta na ocupação total do que restava do território brasileiro.
A Teutônia continua a receber imigrantes e incentiva seu estabelecimento nos territórios recém-ocupados, distribuindo essas terras aos recém-chegados. Mas alguns brasileiros reagem à ocupação formando organizações de resistência que cometem atentados contra o governo e civis teutônicos. Algumas dessas organizações exigem a expulsão dos invasores e a restituição total do antigo território do Brasil, outras, conformam-se em aceitar um Estado brasileiro dentro dos limites de 1967 – Estado do Rio e Nordeste.
Os teutônicos não dão mostras de levar a sério essa possibilidade, apesar das pressões internacionais, até que o custo excessivo do conflito e da ocupação leva seu governo a decidir se retirar do Rio de Janeiro, imensa favela de 30 milhões de refugiados, e de municípios áridos, esparsos e superpovoados do interior do Nordeste, cercados de muralhas, postos de vigilância e prósperas fazendas teutônicas.
Apesar da resistência militante de alguns milhares de teutônicos que haviam recebido terras perto de Nova Friburgo, a retirada é efetivada e a administração desses guetos entregue a uma “autoridade brasileira” gerenciada por um partido corrupto e ineficaz, que continua a reivindicar inutilmente a independência dentro dos limites de 1967. Sua sede é um bolsão isolado em torno de Juazeiro do Norte, cercado de tropas teutônicas.
Algum tempo depois, a maioria dos refugiados elege para a autoridade uma facção radical da resistência, como a única capaz de impor alguma ordem e trazer alguma esperança e dignidade, principalmente no inferno no qual se transformou o antigo Estado do Rio. Seus territórios são impedidos de receber recursos e se comunicar com o mundo exterior, seu governo é sistematicamente sabotado e depois dissolvido pelo presidente títere, cuja guarda reprime violentamente a facção radical nos guetos nordestinos. A “autoridade brasileira” não consegue, porém, recuperar o controle do Rio de Janeiro, onde seus partidários são facilmente derrotados pela facção radical. Seus militantes, em protesto contra o bloqueio continuado de seu território, lançam pequenos foguetes que ocasionalmente atingem alvos aleatórios nas cidades “teutônicas” de Neubonn (Juiz de Fora) e Neuköln (Taubaté). Teutônia reage com bombardeios que matam e mutilam dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças e com uma invasão maciça do Rio de Janeiro.
Ah, sim, e os militantes têm a simpatia do governo populista do México, que opera centrais nucleares, pesquisa o enriquecimento de urânio e cujo presidente, dado a bravatas, diz um dia que “o regime que ocupa São Paulo precisa desaparecer das páginas do tempo” – o que a mídia teutônica traduz como “riscar Teutônia do mapa”.
Absurdo? Ridículo? Sem dúvida. Mas algo menos que a versão do senhor Coutinho. Fantasia por fantasia, esta se parece mais com o que se passou e continua a se passar no Oriente Médio.
Mas o fato é que história no condicional, seja qual for seu potencial retórico e literário, não tem valor científico, jurídico ou político. Convenhamos em deixar os absurdos retóricos de lado e analisar o mundo real.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A farsa da notícia
Já de muito tempo desconfio de tudo o que é noticiado na imprensa em geral. O monopólio dos meios de comunicação (e do que - e como - ser noticiado) está na mão de poucas famílias do país, que insistem em afirmar a 'isenção' de seu jornalismo, como exemplo o "Q" de qualidade da rede Globo (cujo significado para mim é de 'queda' de qualidade e audiência).
No último mês tive uma noção mais apurada do quanto as notícias são distorcidas e falseadas, a fim de manipular a opinião pública (que de pública tem muito pouco), por conta dos problemas causados pelas chuvas em Santa Catarina, que realmente causaram inúmeras perdas por conta das enchentes e escorregamentos que delas decorreram.
Acontece que a cheia do rio Itajaí-Açu não durou mais que 4 dias, isso nos locais mais atingidos. Mesmo assim emissoras como as redes Record e Globo continuaram a noticiar ainda por duas semanas o estado de 'calamidade' em que a região ainda se encontrava (segundo eles), com reprises intermináveis de imagens aéreas do primeiro e segundo dias de cheia, quando mais de 80% da área urbana de Itajaí estava ocupada pelas águas. Tudo isso sem explicar que se tratavam de imagens de arquivo e que as coisas pela região começavam a voltar a sua normalidade. Para moradores das áreas afetadas, que acompanharam o dia a dia dos eventos a realidade era diferente do que era mostrado nos telejornais de abrangência nacional, que muito preocupou amigos e parentes que a todo instante ligavam preocupados, achando que o nível das águas não havia abaixado.
Ontem pela manhã o "Q" da rede Globo se mostrou em sua plenitude: tiveram a coragem de reprisar um trecho de uma entrevista com uma funcionária do banco de sangue de Blumenau, exibida na rede local lá pelo dia 26/11, logo após a cheia, onde esta advertia para a escassez de bolsas de sangue para aquele dia e o dia seguinte. Pois este trecho foi reprisado ontem, dia 11/12 (mais de duas semanas depois de gravada), como se aquela fosse a situação do momento. O que me parece que na sede de lucrar com a tragédia eles esqueceram que seus noticiários nacionais também passam em Santa Catarina.
O pior de tudo não é o fato de que a imprensa quera lucrar com isso, é o mórbido interesse demostrado por imensa parcela da população pelo sofrimento alheio. A televisão adora esse interesse, incentivado por tomadas de câmera em closes nos olhos que choram a morte de amigos e familiares ou a perda de bens materiais alcançados com muito trabalho. É um 'sem número' de filmagens exibidas e páginas de jornais e revistas com o mesmo propósito, apenas de satisfazer essa vontade sádica que o ser humano tem (em maior ou menor grau) de ver pessoas sofrendo, seja por conta das perdas trazidas pela enchente ou famílias de vítimas da violência urbana, entre outros. Muitas vezes vejo pseudo-jornalistas (porque apenas o título acadêmico não quer dizer que o cara seja profissional) que, ao perceberem que talvez o choro não venha, fazem à pessoas simples, fragilizadas pelas misérias da vida, perguntas como: "Você está triste agora que perdeu sua mãe?", ou "É muito sofrimento, não é?", enquanto o cinegrafista aperta o close nas lágrimas que estão por vir.
Tudo isso apoiados no distorcido direito constitucional do brasileiro de 'ser informado', embora muitas vezes as questões relevantes à sociedade sejam deixadas de lado. Ou alguém já ouviu a rede Globo e grupos associados questionarem a real existência do tal grampo entre os telefones do Gilmar Mendes e do Demóstenes Torres, que foi motivo de capa da revista Veja e virou um escândalo, alimentado pelas principais empresas de comunicação.
Não, o povo quer ver na capa da Veja a foto de uma criança sobre fundo preto e o título " A Primeira Vítima", isso vende. Para quem compra: parabéns pela ajuda financeira que mantém a farsa em pleno funcionamento.
Parabéns a quem acha que a rede Globo tem realmente seu "Q" de qualidade.
Parabéns a quem compra, e vivas a quem assina, as revistas Veja, Istoé e Época.
Parabéns a quem acredita no que o portal Terra anuncia. A propósito, na quarta-feira (10/12) havia um link no Terra que dizia "Itajaí: 130 mil com risco de leptospirose" ou seja, praticamente 90% da população pode morrer (o que para eles e os demais citados seria ótimo, pois renderia muito mais choro para vender, no formato que você quiser comprar). Os fatos: 08 (oito) casos confirmados e menos de 50 suspeitos. Meio diferente do noticiado, não é?
Pra você que se enquadra nesse perfil, não deixe de visitar o blog do SurfHype, o maior blogueiro de São Paulo, e comprar tudo que ele anuncia por lá. Como trilha sonora da navegação eu sugiro a "Dança do Patinho" do BNegão.
No último mês tive uma noção mais apurada do quanto as notícias são distorcidas e falseadas, a fim de manipular a opinião pública (que de pública tem muito pouco), por conta dos problemas causados pelas chuvas em Santa Catarina, que realmente causaram inúmeras perdas por conta das enchentes e escorregamentos que delas decorreram.
Acontece que a cheia do rio Itajaí-Açu não durou mais que 4 dias, isso nos locais mais atingidos. Mesmo assim emissoras como as redes Record e Globo continuaram a noticiar ainda por duas semanas o estado de 'calamidade' em que a região ainda se encontrava (segundo eles), com reprises intermináveis de imagens aéreas do primeiro e segundo dias de cheia, quando mais de 80% da área urbana de Itajaí estava ocupada pelas águas. Tudo isso sem explicar que se tratavam de imagens de arquivo e que as coisas pela região começavam a voltar a sua normalidade. Para moradores das áreas afetadas, que acompanharam o dia a dia dos eventos a realidade era diferente do que era mostrado nos telejornais de abrangência nacional, que muito preocupou amigos e parentes que a todo instante ligavam preocupados, achando que o nível das águas não havia abaixado.
Ontem pela manhã o "Q" da rede Globo se mostrou em sua plenitude: tiveram a coragem de reprisar um trecho de uma entrevista com uma funcionária do banco de sangue de Blumenau, exibida na rede local lá pelo dia 26/11, logo após a cheia, onde esta advertia para a escassez de bolsas de sangue para aquele dia e o dia seguinte. Pois este trecho foi reprisado ontem, dia 11/12 (mais de duas semanas depois de gravada), como se aquela fosse a situação do momento. O que me parece que na sede de lucrar com a tragédia eles esqueceram que seus noticiários nacionais também passam em Santa Catarina.
O pior de tudo não é o fato de que a imprensa quera lucrar com isso, é o mórbido interesse demostrado por imensa parcela da população pelo sofrimento alheio. A televisão adora esse interesse, incentivado por tomadas de câmera em closes nos olhos que choram a morte de amigos e familiares ou a perda de bens materiais alcançados com muito trabalho. É um 'sem número' de filmagens exibidas e páginas de jornais e revistas com o mesmo propósito, apenas de satisfazer essa vontade sádica que o ser humano tem (em maior ou menor grau) de ver pessoas sofrendo, seja por conta das perdas trazidas pela enchente ou famílias de vítimas da violência urbana, entre outros. Muitas vezes vejo pseudo-jornalistas (porque apenas o título acadêmico não quer dizer que o cara seja profissional) que, ao perceberem que talvez o choro não venha, fazem à pessoas simples, fragilizadas pelas misérias da vida, perguntas como: "Você está triste agora que perdeu sua mãe?", ou "É muito sofrimento, não é?", enquanto o cinegrafista aperta o close nas lágrimas que estão por vir.
Tudo isso apoiados no distorcido direito constitucional do brasileiro de 'ser informado', embora muitas vezes as questões relevantes à sociedade sejam deixadas de lado. Ou alguém já ouviu a rede Globo e grupos associados questionarem a real existência do tal grampo entre os telefones do Gilmar Mendes e do Demóstenes Torres, que foi motivo de capa da revista Veja e virou um escândalo, alimentado pelas principais empresas de comunicação.
Não, o povo quer ver na capa da Veja a foto de uma criança sobre fundo preto e o título " A Primeira Vítima", isso vende. Para quem compra: parabéns pela ajuda financeira que mantém a farsa em pleno funcionamento.
Parabéns a quem acha que a rede Globo tem realmente seu "Q" de qualidade.
Parabéns a quem compra, e vivas a quem assina, as revistas Veja, Istoé e Época.
Parabéns a quem acredita no que o portal Terra anuncia. A propósito, na quarta-feira (10/12) havia um link no Terra que dizia "Itajaí: 130 mil com risco de leptospirose" ou seja, praticamente 90% da população pode morrer (o que para eles e os demais citados seria ótimo, pois renderia muito mais choro para vender, no formato que você quiser comprar). Os fatos: 08 (oito) casos confirmados e menos de 50 suspeitos. Meio diferente do noticiado, não é?
Pra você que se enquadra nesse perfil, não deixe de visitar o blog do SurfHype, o maior blogueiro de São Paulo, e comprar tudo que ele anuncia por lá. Como trilha sonora da navegação eu sugiro a "Dança do Patinho" do BNegão.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Proibiram as jujubas? Surge um novo nicho de mercado...
Excelente tira do André Dahmer (Malvados) que dá uma idéia da incoerência no trato das liberdades individuais.
Como diz o Ira!, "Vivendo e não aprendendo". Ou o exemplo da Lei Seca (1920, EUA) não serviu para nada?
Agora vem o governo britânico querendo encriminar o cidadão que 'usufruir' de serviços de prostitutas vinculadas a cafetões. Ou seja, o cara que quiser pagar por sexo terá que fazer um estudo de mercado para não se tornar criminoso. Resolvidos os problemas sociais que levam os profissionais do sexo à esta condição? Duvido. Eliminarão assim os cafetões (correlatos aos traficantes, em outra abordagem)? Óbvio que não. Então os únicos resultados que poderão esperar por lá são: 1- aumento da lucratividade para os cafetões (e consequentemente da cadeia produtiva envolvida, incluindo a corrupção do Estado) e; 2- surgimento de uma nova categoria de criminoso. É brilhante...
Adoro viver em um mundo puro de coração.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Boa idéia vinda de São Paulo
Notícia retirada do Jornal O Dia Online.
Para quem fica emputecido com as ligações de telemarketing... Contate os deputados de seu estado e faça pressão para que a lei paulista seja copiada.
Para quem fica emputecido com as ligações de telemarketing... Contate os deputados de seu estado e faça pressão para que a lei paulista seja copiada.
Brasília - Foi sancionada no início desta semana, em São Paulo, a Lei 13.226, que cria o Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing no Estado.
O objetivo do cadastro é proteger os cidadãos que não desejam receber ligações de empresas de telemarketing ou de estabelecimentos que se utilizem deste serviço. A lei beneficiará usuários de telefonia fixa e celular, com DDD de São Paulo.
Para fazer parte do cadastro, o titular da linha precisa fazer o pedido formal na Fundação Procon-SP. A forma do pedido ainda depende de regulamentação, que será feita por decreto do governador. A Fundação Procon-SP estuda a possibilidade divulgar um formulário na internet.
As informações são da Agência Brasil
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Sites de (da) verdade
Contribuição do Jorge "lobo" Mauro.
Como reféns da boa informação (ou pelo menos verdadeira), segue alguns links muito interessantes e corajosos ao exporem a verdade de forma direta e franca e não como nossos jornais e revistas semanais que deturpam a informação. Especial atenção é dada à questão de Daniel Dantas e todo o lamaçal que o acompanha.
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Default.aspx
Site do Paulo Henrique Amorim
http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp
Site da revista carta capital
http://blogdoprotogenes.com.br/
Blog do delegado que tem no seu histórico a prisão de Paulo Maluf, Naji Nahas e que foi botado de escanteio pelo peso que Daniel Dantas tem para a República
http://www.projetobr.com.br/web/blog/5
Excelente site do Luiz Nassif (único que vi na TV explicar um assunto de economia de forma que eu entendesse). Vale muito a pena ler as páginas relacionadas ao caso Veja...
Caso achem interessante repassem para o maior número possível de pessoas, pois farão um favor para a melhoria de nosso país.
Ou apenas continuem reclamando....
Como reféns da boa informação (ou pelo menos verdadeira), segue alguns links muito interessantes e corajosos ao exporem a verdade de forma direta e franca e não como nossos jornais e revistas semanais que deturpam a informação. Especial atenção é dada à questão de Daniel Dantas e todo o lamaçal que o acompanha.
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Default.aspx
Site do Paulo Henrique Amorim
http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp
Site da revista carta capital
http://blogdoprotogenes.com.br/
Blog do delegado que tem no seu histórico a prisão de Paulo Maluf, Naji Nahas e que foi botado de escanteio pelo peso que Daniel Dantas tem para a República
http://www.projetobr.com.br/web/blog/5
Excelente site do Luiz Nassif (único que vi na TV explicar um assunto de economia de forma que eu entendesse). Vale muito a pena ler as páginas relacionadas ao caso Veja...
Caso achem interessante repassem para o maior número possível de pessoas, pois farão um favor para a melhoria de nosso país.
Ou apenas continuem reclamando....
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Opinião - Pré-sal
Olá.
Saiu na Gazeta do Povo de hoje um artigo do geólogo Prof. Paulo Soares sobre as recentes descobertas de petróleo na camada denominada pré-sal (subsalt - na gringa), objeto de discussões nas últimas semanas e criador repentino de 'especialistas' telejornalísticos da noite para o dia.
O texto completo pode ser lido aqui.
Excelente maneira de enteder um pouco mais sobre o assunto e aprofundar os conhecimentos a respeito do papel do Brasil no histórico mundial de exploração de petróleo.
Saiu na Gazeta do Povo de hoje um artigo do geólogo Prof. Paulo Soares sobre as recentes descobertas de petróleo na camada denominada pré-sal (subsalt - na gringa), objeto de discussões nas últimas semanas e criador repentino de 'especialistas' telejornalísticos da noite para o dia.
O texto completo pode ser lido aqui.
Excelente maneira de enteder um pouco mais sobre o assunto e aprofundar os conhecimentos a respeito do papel do Brasil no histórico mundial de exploração de petróleo.
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Um outro lado da história
Eu juro que não recebi nada para isso e não tenho nenhum vínculo com a revista. Mesmo assim este post e o anterior fazem menção à revista CartaCapital.
A revista foi fundada 13 anos atrás, pelo jornalista Mino Carta, compromissada com a "fidelidade à verdade factual, espírito crítico e fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste".
Frequentemente a revista é acusada pela concorrência (Rede Globo, Veja, Editora Abril, entre outros) de se tratar de um veículo de propaganda do governo PT. Apesar disso, no tempo que acompanho a revista vi inúmeras críticas ao governo federal (PT) e diversos governos estaduais, das mais variadas bandeiras. Críticas com as quais qualquer cidadão com o mínimo de discernimento concordaria.
O que a CartaCapital não faz é entrar no circo da mídia nativa (termo usado na revista), ou seja, o "Caso Isabela" teve o destaque real que merecia nas páginas da revista (mínimo), que se preocupou em criticar a atmosfera circense criada naquela época, assim como as denúncias de dossiês e escandalos são tratados de forma mais racional.
Agora o melhor, tenho assinatura da revista e constatei que o conteúdo online é integral ao da revista impressa, e de graça. Clica lá que vale a pena ver (pelo menos) um outro lado dos fatos. Só mantenho a assinatura porque levar o micro pro banheiro ainda é uma tarefa complicada.
Agora, se você acha que o Diogo Mainardi é um gênio, nem clique... Ou clique aqui: Dossiê Veja, elaborado pelo Luis Nassif.
A revista foi fundada 13 anos atrás, pelo jornalista Mino Carta, compromissada com a "fidelidade à verdade factual, espírito crítico e fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste".
Frequentemente a revista é acusada pela concorrência (Rede Globo, Veja, Editora Abril, entre outros) de se tratar de um veículo de propaganda do governo PT. Apesar disso, no tempo que acompanho a revista vi inúmeras críticas ao governo federal (PT) e diversos governos estaduais, das mais variadas bandeiras. Críticas com as quais qualquer cidadão com o mínimo de discernimento concordaria.
O que a CartaCapital não faz é entrar no circo da mídia nativa (termo usado na revista), ou seja, o "Caso Isabela" teve o destaque real que merecia nas páginas da revista (mínimo), que se preocupou em criticar a atmosfera circense criada naquela época, assim como as denúncias de dossiês e escandalos são tratados de forma mais racional.
Agora o melhor, tenho assinatura da revista e constatei que o conteúdo online é integral ao da revista impressa, e de graça. Clica lá que vale a pena ver (pelo menos) um outro lado dos fatos. Só mantenho a assinatura porque levar o micro pro banheiro ainda é uma tarefa complicada.
Agora, se você acha que o Diogo Mainardi é um gênio, nem clique... Ou clique aqui: Dossiê Veja, elaborado pelo Luis Nassif.
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terça-feira, 3 de junho de 2008
Ó lhó lhó - Notícias da terrinha - Bloco verde
Bloco verde recebe prêmio em congresso ambiental
Bloco ecológico para ser utilizado em construções e pavimentações, trabalho da aluna Bernadete Batista (Unisul), foi considerado o melhor em congresso da área de engenharia ambiental.
Notícia completa aqui.
Excelente idéia da aluna e de seus orientadores. Usar resíduos da construção civil, como pedaços de concreto, mármore e vidro, além de cascas de mariscos e ostras (resíduos de difícil destinação no litoral) para a construção de blocos a serem usados, entre outros, para pavimentação permeável de calçadas. Economia esperada de 20% em relação aos blocos utilizados atualmente e garantia de infiltração de parte das águas meteóricas.
Bloco ecológico para ser utilizado em construções e pavimentações, trabalho da aluna Bernadete Batista (Unisul), foi considerado o melhor em congresso da área de engenharia ambiental.
Notícia completa aqui.
Excelente idéia da aluna e de seus orientadores. Usar resíduos da construção civil, como pedaços de concreto, mármore e vidro, além de cascas de mariscos e ostras (resíduos de difícil destinação no litoral) para a construção de blocos a serem usados, entre outros, para pavimentação permeável de calçadas. Economia esperada de 20% em relação aos blocos utilizados atualmente e garantia de infiltração de parte das águas meteóricas.
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